Isabella Turner percebeu que algo havia mudado antes mesmo de ligar o telefone.
Era uma sensação antiga, conhecida. O tipo de silêncio que não anuncia paz, mas preparação. A casa estava quieta demais naquela manhã. Nenhum carro passando no portão no horário habitual. Nenhuma mensagem automática do conselho. Nenhum comunicado oficial.
Silêncio estratégico.
Ela serviu café sem pressa, apoiou a xícara na bancada e só então ligou o celular.
Quinze notificações.
O nome da empresa estampava três manchetes diferentes. Em duas delas, o sobrenome Turner aparecia no título. Não como acusação direta — ainda —, mas como eixo narrativo. “Fontes internas”. “Documentos em análise”. “Possível reestruturação forçada”.
Isabella fechou os olhos por um segundo.
— Já começou — murmurou para si mesma.
Não precisou ler muito para entender o movimento. Alguém havia vazado parte da discussão do conselho. Não tudo. Apenas o suficiente para gerar instabilidade. Não era um ataque frontal. Era pressão.
Escolheram