A sala do conselho estava cheia antes do horário.
Não por formalidade — por tensão.
O vidro espelhado refletia rostos que tentavam parecer neutros, mas os corpos traíam o nervosismo: mãos inquietas, pernas cruzadas e descruzadas, copos d’água intocados. Ninguém conversava sobre banalidades. O silêncio era denso, carregado de cálculo.
Adrian Valmont chegou poucos minutos antes das nove. Cumprimentou apenas o necessário. Não era frieza. Era foco.
Ele sabia que aquela votação não decidiria apenas