A sala do conselho não tinha janelas.
Era um detalhe arquitetônico antigo, pensado para evitar distrações externas. Mas Isabella sempre achara que o verdadeiro motivo era outro: ali dentro, ninguém precisava olhar para fora para lembrar quem mandava.
Quando entrou, as conversas cessaram em sequência calculada.
Oito cadeiras ocupadas. Uma vazia.
A dela.
Isabella caminhou até o lugar sem apressar o passo. Cumprimentou apenas com um aceno breve, sem sorrisos, sem pedidos silenciosos de aceitação.