A casa parecia mais silenciosa naquela noite.
Não o silêncio natural do descanso, mas um silêncio atento, como se as paredes estivessem escutando. Luna percebeu isso assim que apagou a luz do corredor. Havia algo suspenso no ar — uma expectativa que não se explicava, apenas se sentia.
Elias dormia.
Ela conferiu duas vezes antes de fechar a porta do quarto com cuidado. O menino respirava profundamente, o rosto relaxado como não ficava havia meses. Aquela paz recente era frágil demais para ser pe