A casa parecia mais silenciosa naquela noite.
Não o silêncio natural do descanso, mas um silêncio atento, como se as paredes estivessem escutando. Luna percebeu isso assim que apagou a luz do corredor. Havia algo suspenso no ar — uma expectativa que não se explicava, apenas se sentia.
Elias dormia.
Ela conferiu duas vezes antes de fechar a porta do quarto com cuidado. O menino respirava profundamente, o rosto relaxado como não ficava havia meses. Aquela paz recente era frágil demais para ser perturbada.
Ao descer as escadas, encontrou Adrian no escritório.
Ele estava de pé, diante da janela, com o telefone na mão e o maxilar tenso. Quando ouviu os passos dela, virou-se devagar.
— Ela tentou falar com você? — ele perguntou.
Luna franziu a testa.
— Quem?
— Isabella.
O nome caiu entre eles como algo conhecido demais para ser ignorado.
— Não — Luna respondeu. — Mas imaginei que tentaria.
Adrian assentiu, passando a mão pelos cabelos.
— Ela ligou para dois dos antigos médicos do hospital o