A saída de Isabella deixou um rastro invisível na mansão.
Não era algo que se via, mas algo que se sentia — como um eco que permanecia mesmo depois do som cessar. Luna percebeu isso nos passos mais lentos dos funcionários, no modo como as portas eram fechadas com cuidado excessivo, como se qualquer ruído pudesse despertar algo adormecido.
Adrian ficou na sala por alguns minutos depois que Elias voltou para a biblioteca.
Não falou. Não se moveu.
Apoiou as mãos na mesa de centro, inclinando o corpo levemente para frente, como alguém que sustentava um peso interno maior do que o próprio corpo.
— Você não precisava ter dito tudo aquilo — ele disse, enfim.
Luna ergueu os olhos.
— Precisava — respondeu com calma. — Só não precisava ser bonito.
Ele soltou um meio sorriso cansado.
— Desde quando você se tornou especialista em desmantelar estruturas?
— Desde que aprendi que silêncio também constrói mentiras — disse ela.
Adrian respirou fundo.
— Isabella não vai recuar.
— Eu sei — Luna concordo