Durante muito tempo, dar nome às coisas parecia essencial.
Nomear um padrão.
Nomear um erro.
Nomear um comportamento.
Nomear um estado.
Como se, ao nomear, fosse possível entender melhor.
Controlar melhor.
Evitar repetir.
—
Mas agora… isso também começou a desaparecer.
—
Na cidade, coisas aconteciam sem serem nomeadas.
Uma decisão diferente.
Um ajuste inesperado.
Uma pausa que mudava o resultado.
—
E ninguém dizia o que aquilo era.
—
Ninguém classificava.
Ninguém organizava em conceitos.
Ningué