A noite caiu sobre a mansão como um acordo silencioso.
Nada parecia fora do lugar. As luzes estavam acesas na intensidade correta. O jantar foi servido no horário habitual. As conversas à mesa seguiram o protocolo invisível que todos ali conheciam — frases neutras, risos contidos, nenhum assunto que exigisse verdade.
Mas ela sentia.
Algo havia mudado.
Não era mais apenas tensão. Era expectativa.
A criança estava quieta demais. Não fazia perguntas. Não contava histórias. Comia em silêncio, obser