Ela não dormiu.
Não por ansiedade, mas por estratégia.
Passou a madrugada revisitando memórias que havia aprendido a manter organizadas — datas, nomes, situações. Tudo o que poderia ser usado contra ela, mas também tudo o que poderia ser usado por ela.
O erro deles era simples: acreditavam que ela sobrevivia por acaso.
Não sabiam o quanto precisara aprender a se sustentar em terreno hostil.
Pela manhã, escolheu a roupa com cuidado. Nada de exageros. Nada de submissão. Um equilíbrio preciso entr