O dia avançou com uma calma enganosa. O tipo de tranquilidade que só existe quando algo está se preparando para acontecer — invisível, silencioso, inevitável.
Ela percebeu primeiro nos funcionários.
Os olhares demorados demais. As conversas interrompidas quando ela passava. O cuidado exagerado ao arrumar objetos que já estavam em ordem. A mansão, que antes parecia apenas rígida, agora estava alerta.
A criança também percebeu.
— Eles estão com medo hoje — disse, enquanto caminhavam pelo corredor