O delegado Moura voltou dez minutos depois, acompanhado de um agente ofegante. Eles não pegaram o invasor. Para Luna, isso não foi surpresa — aquele homem não parecia do tipo que cometia erros. O fato de ter sido tocado pelo dardo de Adrian mostrava que talvez estivesse testando limites… não fugindo deles.
— Ele conhece bem o terreno — informou o delegado, secando o suor da testa. — Pulou o muro lateral, correu pela trilha dos fundos e desapareceu antes que conseguíssemos visualizar.
Adrian passou a mão pelo cabelo, irritado, frustrado, exausto.
— Então ele entra e sai da minha casa quando quer?
— Não — disse Moura. — Hoje foi a última vez que ele saiu assim. Já estamos montando uma vigilância externa permanente.
Luna, que estava sentada na beira do sofá com os braços cruzados, respirou fundo.
— Delegado… — começou — aquele homem sabia coisas sobre mim. Sobre o meu caso no hospital.
Moura a encarou com atenção.
— Ele disse algo específico?
Luna hesitou apenas um segundo.
— Disse que a