CAPÍTULO 31 — O DESENHO QUE NÃO ERA UM DESENHO

Luna chegou ao quarto antes de Adrian ou Moura. Abriu a porta com força — sem pensar, sem respirar.

Elias estava sentado no chão.

Não machucado.

Mas em pânico absoluto.

Ele apontava para a parede.

Os olhos arregalados.

A respiração curta, desesperada.

— Elias! — Luna correu até ele, segurando seu rosto. — O que aconteceu? Você está bem? Ele machucou você?

O menino não falava, mas balançou a cabeça com força. Não havia arranhões, nem sinais de queda. Mas o terror estava ali — vivo, inteiro.

— Ei, amor… respira comigo — Luna pediu.

Ele apertou o carrinho e encostou a testa no peito dela.

Quando Adrian entrou, viu a cena e perdeu metade do fôlego.

— Filho…

O delegado veio logo atrás, avaliando rapidamente o quarto, as janelas, as portas. Nada parecia forçado. Nada parecia fora do lugar.

Exceto…

— Luna — disse Moura, devagar — olhe a parede.

Ela virou o rosto.

E congelou.

A parede branca, antes limpa, agora tinha um desenho enorme feito em giz de cera azul escuro — o mesmo giz que esta
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