Luna chegou ao quarto antes de Adrian ou Moura. Abriu a porta com força — sem pensar, sem respirar.
Elias estava sentado no chão.
Não machucado.
Mas em pânico absoluto.
Ele apontava para a parede.
Os olhos arregalados.
A respiração curta, desesperada.
— Elias! — Luna correu até ele, segurando seu rosto. — O que aconteceu? Você está bem? Ele machucou você?
O menino não falava, mas balançou a cabeça com força. Não havia arranhões, nem sinais de queda. Mas o terror estava ali — vivo, inteiro.
— Ei, amor… respira comigo — Luna pediu.
Ele apertou o carrinho e encostou a testa no peito dela.
Quando Adrian entrou, viu a cena e perdeu metade do fôlego.
— Filho…
O delegado veio logo atrás, avaliando rapidamente o quarto, as janelas, as portas. Nada parecia forçado. Nada parecia fora do lugar.
Exceto…
— Luna — disse Moura, devagar — olhe a parede.
Ela virou o rosto.
E congelou.
A parede branca, antes limpa, agora tinha um desenho enorme feito em giz de cera azul escuro — o mesmo giz que esta