O estalo do trinco soou como um aviso de que a noite deixaria de ser espera — e viraria confronto.
Luna trancou Elias no quarto de hóspedes e ficou alguns segundos parada do lado de fora, certificando-se de que ele estava seguro. O menino tremia, mas não chorava. Apenas segurava o carrinho como se fosse um escudo.
— Eu volto — prometeu.
Ela desceu as escadas devagar, sentindo a vibração dos passos no piso. O térreo continuava iluminado, mas a luz parecia frágil diante do que avançava pela casa.