CAPÍTULO 29 — O HOMEM QUE SABIA O NOME DELA

O estalo do trinco soou como um aviso de que a noite deixaria de ser espera — e viraria confronto.

Luna trancou Elias no quarto de hóspedes e ficou alguns segundos parada do lado de fora, certificando-se de que ele estava seguro. O menino tremia, mas não chorava. Apenas segurava o carrinho como se fosse um escudo.

— Eu volto — prometeu.

Ela desceu as escadas devagar, sentindo a vibração dos passos no piso. O térreo continuava iluminado, mas a luz parecia frágil diante do que avançava pela casa.

Na sala de jantar, Adrian aguardava. A arma de choque firme na mão. O maxilar travado. Ele olhou para ela por meio segundo — alívio e medo misturados — antes de voltar a atenção para o corredor.

Um barulho seco veio da cozinha.

Gavetas abertas.

Passos controlados.

Um profissional.

O invasor entrou no corredor, caminhando como se conhecesse cada centímetro da casa. Era alto, roupas escuras, capuz caído atrás, rosto parcialmente à mostra.

Luna o viu primeiro.

Ele também a viu.

E por um segundo et
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