O estalo do trinco soou como um aviso de que a noite deixaria de ser espera — e viraria confronto.
Luna trancou Elias no quarto de hóspedes e ficou alguns segundos parada do lado de fora, certificando-se de que ele estava seguro. O menino tremia, mas não chorava. Apenas segurava o carrinho como se fosse um escudo.
— Eu volto — prometeu.
Ela desceu as escadas devagar, sentindo a vibração dos passos no piso. O térreo continuava iluminado, mas a luz parecia frágil diante do que avançava pela casa.
Na sala de jantar, Adrian aguardava. A arma de choque firme na mão. O maxilar travado. Ele olhou para ela por meio segundo — alívio e medo misturados — antes de voltar a atenção para o corredor.
Um barulho seco veio da cozinha.
Gavetas abertas.
Passos controlados.
Um profissional.
O invasor entrou no corredor, caminhando como se conhecesse cada centímetro da casa. Era alto, roupas escuras, capuz caído atrás, rosto parcialmente à mostra.
Luna o viu primeiro.
Ele também a viu.
E por um segundo et