Isabella apareceu na porta como um espectro elegante, envolta num vestido de seda clara que parecia brilhar sob a iluminação suave do corredor. Seus olhos varreram a cena com rapidez calculada — Adrian ajoelhado no chão com Elias no colo, Luna segurando uma caixa aberta, o quarto clandestino revelado, a porta secreta escancarada.
Mas o que assustou Luna não foi a presença dela.
Foi o fato de Isabella NÃO TER SE SURPREENDIDO.
Era como se ela soubesse exatamente o que encontrar ali dentro.
— O que vocês estão fazendo? — ela repetiu, aproximando-se devagar, com passos controlados.
Adrian se colocou de pé, segurando Elias com força.
— Como você entrou na mansão? — ele perguntou, sem esconder a hostilidade.
Isabella sorriu.
— Eu não preciso de permissão para entrar na casa de uma família que sempre me tratou como membro.
Luna viu imediatamente: aquele sorriso não era de cortesia.
Era de ameaça.
Adrian deu um passo à frente.
— Você não deveria estar aqui hoje.
— Por quê? — ela perguntou, c