CAPÍTULO 17 — AS PALAVRAS QUE ELIAS NÃO DIZ

O corredor parecia girar ao redor deles, como se a casa tivesse prendido o ar. Adrian levou Elias para o quarto do menino, fechou a porta e se ajoelhou diante dele. Luna ficou ao lado, observando a cena com o coração apertado.

Elias estava branco, sem cor, e seus olhos estavam arregalados como se ainda vissem algo que ninguém mais via. Ele respirava rápido, mas silenciosamente, como sempre.

Adrian tocou seu rosto.

— Filho… você está seguro. Estou aqui.

Mas Elias só apertou o carrinho quebrado contra o peito.

Luna se aproximou devagar.

— Podemos tentar uma coisa? — ela murmurou.

Adrian assentiu.

Luna sentou no chão, na frente de Elias, e colocou o carrinho no meio dos três.

Segurou as mãos do menino e falou, devagar:

— Elias… você viu algo naquele quarto. Você lembra. Você sabe.

Ele tremeu.

Luna continuou:

— Você pode me mostrar? Sem falar. Sem som. Só mostrar.

Os olhos dele se encheram de lágrimas.

E então… o menino assentiu.

Devagar.

Com medo.

Mas assentiu.

Adrian respirou fundo,
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