Ísis demorou mais do que o esperado no banho. Alex estava na cozinha, mexendo distraidamente em uma frigideira, quando ouviu passos leves no corredor. Primeiro Duck, trotando empolgado. Depois ela.
E quando Ísis surgiu na porta… Alex parou.
Literalmente.
Como se o tempo desse uma leve esticada e tudo em volta ficasse mudo.
Ela usava uma camisa dele branca, comprida o bastante para ser indecente na medida exata. As pernas dela grossas, ainda úmidas do banheiro, pele morna recém-saída do vapor, deixaram o ar mais quente do que já estava.
Ísis parou ao vê-lo olhando. E ele não desviou o olhar. Nem tentou.
O olhar dele percorreu a linha da clavícula dela, depois a curva do pescoço, depois o tecido que moldava uma silhueta que não deveria estar moldando nada, mas estava.
E muito bem.
Ela sentiu o olhar dele tocar sua pele. A respiração falhou um pouco.
— Ficou… grande demais. — Ísis comentou, puxando a barra da camisa, como se aquilo amenizasse algo. Não amenizou. — Mas… obrigada.
Alex pis