Alex piscou devagar, provocador.
Ela riu na hora. Um riso leve, gostoso, que escapou antes que pudesse conter. Acabou levando a mão ao rosto, tentando abafar a risada sem sucesso.
— Credo, Alex… — ela empurrou de leve a mão estendida. — Suas cantadas são horríveis.
Ele inclinou o rosto, aproximando-se só o suficiente para ela sentir a mudança de ar entre eles.
— Não é cantada. — disse baixo, a voz quase rouca. — Só estou tentando te fazer sorrir. Você chorou demais na madrugada.
A sinceridade pegou ela desprevenida. Ísis piscou, perdida por um segundo.
Alex voltou a mexer a massa, o antebraço firme enquanto girava a frigideira. Mas sua voz veio mais baixa, mais segura.
— Até porque, quando eu quero… — ele virou a panqueca com um movimento preciso — …eu sei exatamente como encantar uma mulher.
Ísis sentiu o estômago revirar. Cruzou os braços de novo, mas agora era um gesto de defesa.
— Ah, é? — Ela voltou a sentar na banqueta, tentando parecer indiferente. — E o que você acha que está