A voz de Alex ecoou pela sala. Baixa, rouca de sono, perigosamente calma.
Ísis congelou no mesmo instante.
Ela fechou os olhos por um segundo, inspirou fundo e virou-se devagar. Alex estava a poucos metros, cabelos bagunçados, ombros largos ainda marcados pela tensão do sono, e uma expressão indecifrável… mas havia um brilho divertido nos olhos dele que só a deixava mais nervosa.
— Como eu poderia, se aquela era a casa dele? — pensou, antes de erguer a voz, defensiva. — Como eu poderia, Alex? Essa é a sua casa. Eu só estou indo embora.
Ela abraçou a bolsa contra o peito, cruzando os braços num gesto automático, revelando o desconforto.
Alex avançou alguns passos, lentos e firmes, como quem domina cada centímetro do próprio espaço.
— Indo embora assim? — perguntou, inclinando levemente a cabeça enquanto olhava para a porta entreaberta. — Como se tivesse feito algo errado e estivesse tentando sair sem ser descoberta?
O coração dela bateu tão forte que pareceu ecoar dentro da própria cab