A porta bateu de leve. A secretária entrou com uma bandeja.
— Doutor, eu trouxe um café para o senhor…
Laura virou o rosto lentamente.
— Ele pediu? — perguntou, fria. — E você entra sem bater?
A moça congelou. Edgar respondeu na hora, sem grosseria.
— Obrigado, mas não vou querer. — indicou a porta com gentileza. — Só entre se eu solicitar, por favor.
— Desculpa, doutor.
Laura apontou para a saída sem elevar o tom.
— Então dá meia-volta com esse café… antes que você sinta algo queimando na cara