Lorena Azevedo
Um mês.
Trinta dias que se arrastaram como se eu estivesse carregando o peso de uma montanha nas costas. Se o primeiro impacto da nossa separação foi como o estalo de um chicote, esse último mês foi o veneno de uma picada de cobra que vai paralisando o corpo aos poucos. Eu me tornei uma sombra que caminha, uma mulher de silêncios longos e olhos fixos no vazio. Belo Horizonte, a cidade que um dia me abraçou, agora parecia um labirinto de lembranças dolorosas em cada esquina.
Minh