Lorena Azevedo
O ar no escritório ainda estava saturado. O cheiro de sexo, de suor e do carvalho da mesa parecia pesado demais para os meus pulmões. Eu ainda estava ofegante, sentindo meu corpo pulsar em lugares que eu nem sabia que podiam latejar daquela forma. Rafael ainda me segurava com uma força que beirava o desespero, o rosto enterrado no meu pescoço, a respiração dele aos poucos voltando ao normal, mas o coração dele... o coração dele batia contra o meu peito como um animal enjaulado te