Rafael Ventura
Peguei o celular da mão da Lorena.
Não foi com delicadeza.
Foi com raiva.
Olhei a tela.
Manchete, foto, cafeteria, fazenda, modelo abandonada, "nova affair seria uma garçonete mãe solteira"...
Li tudo muito rápido, mas cada palavra entrava na minha cabeça como se tivesse sido escrita com faca.
Senti o maxilar travar.
Os ombros enrijeceram.
O sangue ferveu.
Levantei os olhos pra ela.
Lorena continuava sentada na beirada da cama, os dedos apertando o lençol, o peito subindo e desce