Lorena Azevedo
Chegamos na fazenda com o céu tingido de laranja e um vento gostoso batendo no rosto.
Miguel desceu da caminhonete empolgado, correndo até a varanda, onde a Dona Rute já esperava com um sorriso que parecia mais largo a cada dia.
— Já vou ajudar com o jantar, Dona Rute — falei, tirando a sandália e pisando no chão de cimento fresco como se aquele lugar já fosse meu.
— Vai lavar as mãos primeiro, menina. E depois mexe nas panelas comigo — ela respondeu com aquele jeitinho firme e c