Rafael Ventura
Acordei cedo.
Tomei café com minha mãe já perguntando com aquele olhar esperto:
— Vai mesmo resolver?
Assenti.
Hoje era o dia.
De acabar com o que nunca devia ter começado.
Fui pra lida.
Fiz tudo com o dobro da força.
Raiva acumulada.
Decisão engasgada.
E o nome dela — Lorena — na minha cabeça o tempo todo.
Antes do almoço, parei.
Puxei o celular.
Liguei.
— Alô? — a voz da Melissa, toda doce... falsa.
— Vem pra fazenda hoje.
Preciso falar com você.
— Mas o que houve, amor?
— Só