Lorena Azevedo
A casa estava em silêncio.
E pela primeira vez em dias, eu também.
Miguel tinha ido passar o fim de semana com o pai.
Tati estava visitando os pais em outra cidade.
E eu?
Sozinha.
Com o sofá, uma garrafa de vinho pela metade...
e o corpo implorando por um toque que só um homem sabia dar.
Rafael.
Rafael Ventura.
A praga mais deliciosa que já cruzou o meu caminho.
O cheiro dele ainda me assombrava.
O gosto dele, então...
Bebi mais um gole.
Passei os canais.
Nada prendia a atenção.