Lorena Azevedo
Depois de colocar meus filhos para dormir, fechei a porta do quarto deles com cuidado e segui pelo corredor em silêncio. Quando voltei, Rafael estava me esperando no topo da escada, segurando uma manta grossa de lã nos braços. Havia um brilho suave em seu olhar, daqueles que só apareciam quando finalmente estávamos sozinhos, longe dos problemas, das preocupações e do resto do mundo.
Por um instante, apenas fiquei observando-o.
Livre.
Em casa.
Comigo.
E aquilo aqueceu meu coração