Eduardo Soares
Assim que os pneus do carro cantaram no cascalho do meu pátio, eu abri a porta antes mesmo que o veículo parasse por completo. Deixei a Melissa para trás, com sua cadeira de rodas e sua insignificância. Eu não precisava mais dela. Ela era um peso morto, uma incompetente que havia arruinado o trabalho de uma vida.
Entreis na minha casa como um demônio. O silêncio do meu hall de entrada parecia estar zombando da minha derrota. O Rafael Ventura estava livre. Neste exato momento, ele