Lorena Azevedo
O tempo na Fazenda Ventura parecia ter entrado em um ritmo próprio, dolorosamente arrastado. Cada tique-taque do relógio da sala ecoava na minha mente como uma batida de martelo. Eu não conseguia ficar parada. Ignorando as recomendações médicas e a dor aguda que subia pelo meu tornozelo direito a cada passo, eu andava de um lado para o outro na sala de estar, apoiando-me nos móveis, com o coração parecendo uma ave tentando escapar do peito.
— Lorena, minha filha, pelo amor de Deu