Rafael Ventura
O choro da Lorena não era um choro comum. Era um pranto que saía do fundo do peito, um som dilacerante que ecoava pelas paredes frias daquele quarto e rasgava a minha alma de ponta a ponta. Ver a mulher da minha vida encolhida naquela cama, soluçando a ponto de soltar o ar em espasmos dolorosos, me causou uma agonia pior do que qualquer corte de cirurgia ou pancada de pedra.
E o pior de tudo: eu estava travado. Preso na porcaria daquela cadeira de rodas de metal.
Tentei de novo,