Lorena Azevedo
Ver o Rafael cruzar a porta do meu quarto daquele jeito, sentado em uma cadeira de rodas de metal frio, foi como receber um segundo soco no meio do peito. Ele, que sempre foi a personificação da força, o homem que carregava o mundo nos ombros e não se curvava diante de nada, estava ali, travado, com o olhar perdido entre o pavor e a humilhação. Mas não houve tempo para absorver o choque da imagem. Assim que os olhos dele se fixaram nos meus e a sua voz rouca pronunciou a pergunta