Rafael Ventura
Eu estava no meu limite. A impaciência queimava o meu sangue, alimentada pelo médico que tinha saído do quarto sem me dar uma única resposta concreta e pela Tati, que permanecia ali, parada como uma estátua, me encarando com aquela maldita expressão de pena e sem falar porra nenhuma sobre a Lorena. A minha mulher estava medicada, internada aqui no mesmo hospital, e ninguém tinha a coragem de me dizer o motivo.
Sem paciência para o silêncio covarde da Tati, estendi a mão esquerda