Lorena Azevedo
O asfalto de Minas Gerais parecia mais familiar a cada quilômetro que o carro do Rafael vencia. Ele insistiu para que fôssemos de jatinho, para me poupar do cansaço e chegar mais rápido, mas eu não quis. Eu precisava sentir a estrada, precisava ver a paisagem mudar devagar para preparar o meu espírito. Cruzar a fronteira do estado não foi apenas uma mudança geográfica; foi como se o ar ficasse mais denso, carregado de memórias, algumas doces como o aroma do café da Dona Marta, ou