Rafael Ventura
O gosto do beijo da Lorena ainda estava vivo na minha boca, agindo como um combustível que eu não sentia há dez meses. Dirigi de volta para o apartamento da Melissa com as mãos apertando o volante até os nós dos dedos ficarem brancos. Cada quilômetro que eu percorria era uma decisão tomada: chega de mentiras. Chega de viver nesse teatro de sombras que a Melissa montou e que eu, por uma culpa cega, aceitei interpretar.
Entrei no apartamento com o peito estufado, a respiração pesad