Rafael Ventura
O despertador nem precisou tocar. O corpo de um homem que nasceu e cresceu na lida tem um relógio biológico que ignora o descanso. Às cinco da manhã, com o sol ainda brigando com a neblina sobre os pastos, eu já estava de pé.
O banho foi frio, pra espantar de vez o resto do sono ruim. A cama parecia um deserto. Uma imensidão de lençóis que não significavam nada sem o calor da Lorena ao meu lado. Vesti a camisa, a calça jeans, ajustei a fivela e calcei as botas.
Desci as escadas