Melissa Mendonça
O silêncio que se seguiu à partida do Rafael era mais ensurdecedor do que qualquer grito. Eu ouvi o som da porta da frente batendo — um som seco, final, definitivo. Por alguns minutos, fiquei estática sob os lençóis caros que ainda cheiravam ao sangue que eu mesma derramei. Eu esperava que ele voltasse. Esperava que ele entrasse por aquela porta rastejando, implorando perdão por ter cogitado me deixar, comovido pela minha "fragilidade".
Mas o motor da caminhonete roncou lá for