HELOÍSA
O jeito como ela me olhou foi o suficiente para eu entender que, na cabeça dela, eu não era gente.
É como se eu fosse um móvel inconveniente e desagradável que estava fora do lugar.
Sabrina manteve os olhos verdes — de um tom estranho, quase musgo — cravados em mim como se estivesse avaliando um defeito de fábrica. Não piscou. Não desviou. Não sorriu. Nada. Só aquela inspeção silenciosa que me fez sentir como se estivesse sendo pesada numa balança invisível.
E claramente sendo reprovada