LUIZ FERNANDO
Eu não dormi, absolutamente nada. Pelo menos não aquele tipo de sono que te apaga para o mundo e reorganiza os pensamentos. O que eu tive foram cochilos curtos, quebrados, atravessados por memórias, culpas e a imagem insistente de Heloísa me olhando na noite anterior — atenta, sensível ao que eu lhe dizia, como se conseguisse enxergar partes minhas que eu passei anos tentando esconder até de mim mesmo.
Abrir certas portas do passado tinha sido um erro… ou talvez uma necessidade t