HELOÍSA
Eu sempre achei que o pior tipo de surpresa era aquela que chega sem aviso e sem lógica.
Naquela manhã, eu só queria fazer as marmitas da Kitana.
Era uma coisa simples. Quase íntima. Eu gostava de preparar a comida dela com calma, escolher os legumes certos, cortar as frutas em formatos bonitinhos. Era a minha forma silenciosa de cuidado. Mesmo com toda a turbulência dos últimos dias, aquele ritual me acalmava.
A cozinha estava iluminada pelo sol da manhã. Eu tinha acabado de temperar o