PESADELO
Andava pelas ruas da favela, sentindo os olhares dos moradores cravados em mim. Era como se o medo deles fosse uma sombra, sempre presente. O sangue de Deco ainda manchava minha camisa, lembrando a todos o que acontece com traidores. Os sussurros e olhares nervosos me cercavam, mas eu seguia em frente.
Era bom que soubessem o que esperar em caso de virem com trairagem.
A favela estava quieta. As luzes fracas iluminavam as vielas, e o som distante de música se misturava com o murmúrio d