AMÉLIA
Me sentei num banco do ponto de ônibus, tentando segurar o choro enquanto ligava pra Liliana. Meu coração tava a mil, e eu não sabia o que fazer ou pra onde ir.
— Amélia! Onde você se meteu ontem, menina? O que rolou? O Pesadelo apareceu aqui doido, querendo saber onde você tava. Vocês brigaram? — Liliana perguntou, preocupada.
— Lili... Eu... Eu explico quando a gente se ver, tá? — falei, com a voz trêmula de vergonha e medo.
Arthur e eu não devíamos ter feito aquilo.
Minha mãe