MAYA
A realidade se estreitou até os contornos frios da bancada de aço nas minhas costas e a presença física avassaladora de Kaelen à minha frente. O espaço entre nós, que era o espaço de segurança de toda a minha vida, desaparecera. Eu estava encaixada, presa, o cheiro dele – ozônio, algo amadeirado e limpo – preenchendo cada partícula de ar que eu conseguia puxar para os pulmões.
— Isso... isso é errado — consegui gaguejar, a voz trêmula e fraca, traindo a convicção que eu tentava projetar.