Helena leu a mensagem três vezes. "Eu não vou ceder, estou lutando por ela e por nós". O celular permanecia em sua mão, a tela acesa iluminando o quarto silencioso. Por um instante, o alívio veio quente, quase físico. Arthur não estava recuando, não estava negociando o amor como quem assina um contrato temporário. Mas logo depois, o alívio se dissolveu em culpa.
Helena sentou-se na beira da cama, sentindo o peso da própria respiração. A imagem de Sofia, chorando, chamando pelo pai, atravessou s