O carro parou longe demais de qualquer referência que Sofia conhecesse. Não havia o portão da escola, nem a padaria da esquina, nem o caminho que ela já sabia de cor. Havia árvores altas, um prédio baixo e silencioso demais, um estacionamento quase vazio que cheirava a coisa provisória.
— Onde a gente tá? — Sofia perguntou, a voz pequena, já embargada.
Laura desligou o motor com calma excessiva.
— Em um lugar seguro. — respondeu — Para nós duas.
Sofia sentiu o peito apertar. Segurança, para ela