POV ARTHUR.
Ter que encarar Elisa depois de tanto tempo foi… desconcertante, não pela presença elegante ou pela postura impecável que ela sempre manteve, mas pelo que ela representava.
Quando a porta da minha sala se fechou atrás dela naquela manhã, senti como se o passado tivesse atravessado o vidro espelhado do prédio e se sentado diante de mim com a mesma serenidade contida de sempre. O mesmo perfume discreto, o mesmo olhar firme, ainda que agora carregado de algo novo — um cansaço que não e