O prédio da empresa Monteiro era feito de vidro e aço, imponente sem ser ostentoso. Transparente na fachada, estratégico por dentro. Elisa Moretti parou por alguns segundos diante da entrada principal, sentindo o reflexo da própria imagem misturar-se ao céu da manhã.
Ela ajeitou a bolsa no ombro, não estava ali como socialite, nem como viúva respeitável. Estava ali como avó.
A recepção era silenciosa, elegante, com funcionários que se moviam com eficiência quase coreografada. Elisa anunciou seu