O telefone tocou às três da manhã.
Não foi um toque insistente.
Foi curto. Preciso.
Como se soubesse que eu atenderia no primeiro som.
Atendi ainda meio adormecida, o coração acelerando antes mesmo da mente entender o que estava acontecendo.
— Desça.
Só isso.
A ligação caiu antes que eu pudesse responder.
Fiquei sentada na cama por alguns segundos, tentando organizar o corpo e os pensamentos. Um mês. Um mês inteiro sem vê-lo. Sem uma palavra. Sem um sinal. E agora aquela ordem se