O casamento civil acontece numa segunda-feira chuvosa, num cartório de subúrbio escolhido por sua discrição e por um juiz de paz que deve favores a Dante. Não há música. Não há flores. O cheiro no ar é de mofo e papel velho.
Estamos os quatro: Dante, eu, Heloísa e o chefe de segurança, Torres, como testemunhas obrigatórias. Heloísa veste um tailleur cinza, seu rosto uma máscara de profissionalismo ácido. Torres olha para a parede, suas mãos grandes penduram inertes ao lado do corpo. Parece mais