Os dias que se seguem são de treinamento intenso. Dante é um diretor implacável.
Nossa história é simples, ele decreta durante o primeiro “ensaio” no escritório da mansão. Encontro profissional, atração respeitosa, a pressão compartilhada nos une rapidamente. Romance discreto, mas inevitável.
— Nada de detalhes — ele avisa, os olhos analisam cada micro expressão do meu rosto. — Detalhes criam armadilhas. Mantenho-me no genérico: “ele me apoia”, “admiro sua dedicação”, “estamos focados no futuro”.
Ensaiamos respostas para perguntas invasivas. Quando é a cerimônia? “Planejamos algo íntimo.” O que me atrai nele? “Sua integridade.” A palavra soa falsa na minha boca, um osso que engasga.
— Melhor — ele corrige. — Digo “sua força”. É verdadeiro e ambíguo.
Aprendo a andar ao seu lado, meu passo ajusta-se ao seu. Aprendo a inclinar a cabeça, um ângulo específico que parece atento, não submisso. Aprendo a tocar seu braço — rápido, leve, possessivo — e a retirar a mão no momento exato. É coreog