Ainda abraçados, com os vestígios de sorvete no canto do lençol e o silêncio cúmplice envolvendo o quarto, Fernando acariciava as costas de Isadora com a ponta dos dedos. Ela repousava o rosto contra o peito dele, ouvindo o coração que batia calmo, firme, só para ela.
Ele quebrou o silêncio com a voz grave e baixa, como uma promessa sussurrada na escuridão:
— Cada desejo seu, Isadora… cada vontade, por mais pequena ou estranha que pareça… eu vou realizar. Porque quando eu faço isso, não é só por