A manhã seguia leve e animada, o café na mesa ainda quente, as crianças espalhadas pelos colos e pelos tapetes da sala, e as conversas correndo soltas entre piadas, planos e promessas de encontros futuros. Mas então, o tom aos poucos foi mudando, sutil, conforme Paolo se levantou da cadeira com um sorriso contido e os olhos um pouco mais brilhantes do que de costume.
— Bueno... chegou a minha hora, ele anunciou com a voz embargada, pegando sua mala próxima à porta. — O dever me chama na Espanha.