A casa era linda. A reforma havia transformado o lugar num lar acolhedor, com tons suaves, almofadas macias, cheiros que não assustavam. Cecília e Samara tinham criado uma varanda com vista para o jardim e um ateliê pequeno com espaço para dança ou qualquer arte que ela quisesse retomar um dia.
Mas a primeira noite foi dura.
Ela não dormiu.
Sentou-se no sofá e ficou olhando o vazio. As mãos sobre o colo, frias.
O som do relógio marcando os segundos, o silêncio pesando nos ombros.
Não consegu